10 lições do filme “A mulher na janela”

“A única coisa que tinham que fazer era cuidar da sua família e o que fizeram?” (Ethan, referindo-se a Kat, sua mãe biológica e a “amiga” Anna)

O filme “A mulher na janela” é um suspense psicológico estreado recentemente na Netflix. Sem muitas inovações perceptíveis do gênero, ele entrega um misto de horror com jump scares visuais e simbologias impactantes como flashbacks do passado da personagem, recursos amplamente presentes no filme “O iluminado”, uma casa perturbadora e uma mente perturbada. Além disso há um constante clima de conflito. A dúvida quanto a realidade dos fatos é colocada em ênfase. Adentramos no mundo fragilizado do protagonista.

Podemos dizer que a grande sacada do enredo foi criar uma personagem cuja função social é subvertida pelos condicionamentos narrativos. Afinal de contas, esperamos de Anna Fox, psicóloga infantil, a serenidade, a calma, a lucidez, a capacidade de brincar e ser criativa e, no entanto, é a última pessoa que poderia representar o estereótipo da profissional de saúde mental, a figura de quem aconselha os outros pela sua suposta sabedoria e conhecimento.

Mas na verdade Anna, a despeito de todos os seus papeis sociais, está povoada de traumas, de culpas lacerantes, memórias tristes que rondam o ambiente escuro e fechado do casarão onde permanece enclausurada, assombrando como fantasmas.

Ela faz provar o dito popular de que “a mente vazia é a oficina do diabo” nos indicando ao longo das cenas intimistas e dos diálogos ocultos o nível de persecutoriedade e angústia da personagem que caiu em várias ciladas psicológicas, entregue à maldade. Alguma lições podem ser extraídas do filme no que diz respeito a essas ciladas:

1 – Não devemos nos expor tanto para desconhecidos, pois a intimidade é algo que se constrói na relação e leva tempo (Anna assim que conheceu os vizinhos já trocou informações importantes sobre sua rotina, confidências, contatos, etc. O mesmo em relação ao seu inquilino colocado em suspeita durante todo o filme, cuja privacidade é invadida por Anna a todo momento). A questão não é confiar em ninguém, mas construir uma possibilidade de confiança e isso é muito sério. Quem estamos deixando entra na nossa casa?

2 – Ficar preso no outro é um grande atrativo de cilada, devemos, ao contrário, voltar a atenção para nós mesmos. Pelo seu ímpeto curioso e até certo “voyeurismo”, como uma verdadeira fofoqueira, Anna cultivou na sua alma uma série de fantasias e culpas, afinal de contas ela sempre vê o que não deveria ver.

3 – Nada adianta fixar no passado. Ainda que haja o signo do trauma nas lembranças, devemos movimentar e ressignificar nossa história, caso contrário o sofrimento será cada vez maior, gerando uma sensação sufocante como aquela desenvolvida pela personagem com sintomas claros de transtorno do pânico, agorafobia e paranoia.

4 – Não se deve administrar medicações com a ingestão de bebidas alcoólicas ao mesmo tempo. Anna para distrair da sua rotina sufocante de prisioneira, passa a maior parte do tempo vendo filmes antigos e bebendo vinho. Os vários remédios que ela toma são psicotrópicos e estes podem sofrer alterações em seu efeito com o uso do álcool, ora potencializando sintomas, ora bloqueando.

5 – A culpa pode ser prerrogativa do medo. Na medida dos acontecimentos dos fatos com os vizinhos, entre barulhos e movimentações mínimas, vemos uma Anna profundamente perturbada, insegura, desconfiada e medrosa. Ao mínimo sinal, alertava a polícia e criava um clima tenso com os outros. Seria uma forma de chamar a atenção? Seriam mecanismos projetivos atuando intensamente diante de conflitos inconscientes?

6 – A violência do outro nos faz pensar sobre a nossa mesma, ainda que implicitamente. Assim foi a atitude denunciante da Anna em relação aos supostos abusos em relação ao adolescente Ethan, assumindo seu papel de psicóloga infantil. No fundo, o que acionava ela foi a negligência em relação à própria filha no momento do acidente que a assassinou.

7 – O adoecimento mental pode fazer surgir várias sintomatologias que vão desde a alteração da memória às alucinações sensoriais e comportamento arredio. No entanto, apesar de todo o sofrimento ainda é possível a consciência e lucidez. Todos que conhecem um “doente mental vão duvidar da sua atitude, palavra e sentimento”. Anna, mesmo duvidando de si mesma, mostrou e conseguiu que vissem o ocorrido de fato. A morte Katherine não era uma ilusão da sua cabeça. O problema é que ela misturou todas as suas experiências fantasiosas com a dura paralisia da sua vida, assim como misturou os remédios com o vinho.

8 – O extremo da depressão e do sofrimento psíquico podem levar às ideações suicidas. Os profissionais de saúde devem estar sempre atentos para perceber os sinais e realmente ajudar antes que catástrofes aconteçam.

9 – Momentos de fragilidade podem atrair mentes perversas. Ethan, o adolescente, ingênuo à primeira vista, mostrou ser um grande psicopata, disposto a matar sem culpa, escarafunchar a dor sem remorso e mentir sem distinção. Devemos sempre estar atento a isso. Alguns abusadores aproveitam das fraquezas para aplicar golpes e satisfazer suas necessidades patológicas de poder e desejos sexuais.

10 – Nossa maior segurança somos nós mesmos. Não adianta depositar a proteção no policial, no vizinho, nos amigos, nos familiares, no médico ou qualquer outro profissional. Devemos fazer aquilo que está ao nosso alcance tomando todos os devidos cuidados como abordados anteriormente. A sensação de insegurança não é provocada somente por riscos externos, mas por feridas da alma não cicatrizadas, dependências emocionais, fantasias não significadas, desejos não realizados, entre outras razões.

Por último, não menos importante, vale lembrar que o fato de conhecer profundamente da psique humana não nos isenta de sofrermos dos males do mundo. Anna era psicóloga, supostamente estaria blindada de qualquer tipo de cilada provocada pelos relacionamentos interpessoais, mas não é o que acontece realmente de fato. O filme nos mostra que o cuidado com a saúde mental não se restringe ao exame cognitivo e envolve muito mais do que conhecimento. Profissionais de saúde padecem sim de neuroses, psicoses e perversões diversas, a despeito de todas as suas formações e que alívio poder contar com as pessoas ditas “normais”.

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Resumo do livro Depressão – Daniel Delouya (Parte I)

“A psicanálise é a elaboração da posição depressiva de Freud” – Didier Anzieu

Neste livro publicado pela editora Pearson, um dos muitos da coleção clínica psicanalítica, Daniel Delouya se põe a examinar a Depressão na história da Psicanálise. Interessante notar, desde já, como ressalta o próprio autor, que Freud se interessava plenamente pelo fenômeno depressivo durante sua autoanalise mesmo antes de A interpretação do sonhos, conforme registrado nas cartas ao Fliess, no início do sec XX se dedicou mais ao estudo das psiconeuroses (abandonando por um tempo a ênfase nas pesquisas sobre economias libidinais), voltou a discuti-la em Luto e melancolia e posteriormente ganhou valor e força com Além do principio do prazer.

Através de uma ênfase freudiana, Delouya nos mostra como o conceito foi sendo delimitado no interior da psicanálise ao longo da história para tecer críticas e construir novas formas de pensar a partir de ilustrações clínicas, tentando superar o hiato entre teoria e pratica.

No primeiro capitulo o autor vai problematizar o lugar da depressão na história da psicanálise a diferenciando de outros campos de saber e tendências de pesquisa contemporâneas com demarcadores biológicos. O autor ressalta a importância da sua compreensão para evitar desentendimentos clínicos e constantes confusões com quadros psicossomáticos e a própria definição de melancolia.

Algumas definições de Depressão encontradas:

-Estados mentais que nos são tão familiares

-Estado afetivo que priva o humano de ser, “congelamento subjetivo”

-Experiência emocional dolorosa

-Abatimento maciço

-Fechamento mórbido do tempo e espaço

-Impotência no plano da ação, do pensar e do sonhar

-Um caráter econômico que suprime e comprime, subtrai e suga algo do sentido de viver, do representável.

-Estado de estar pressionado para baixo (pg 21)

-Economia de morte, voltada para o desaparecimento de si (pg 21)

-Drenagem de combustível psíquico (pg 22)

-Doença afetiva ou distúrbio de humor, conforme os padrões psiquiátricos (pg 27)

-Deficiências enzimáticas e alterações genéticas que afetam a produção e regulação de neurotransmissores

Mas a depressão é uma patologia?

Não nos moldes dos compêndios psiquiátricos para a Psicanálise. Confunde-se com conceitos de angustia e melancolia, outras formas de sofrimento da alma; fenômenos que dizem respeito às dimensões enérgicas, da economia pulsional e sensória, e sua contenção entre outras feições mais gerais, talvez mais primitivas, do aparelho psíquico. Em verdade, é uma privação temporária de afetos (fundamentais para o viver humano)

Uma categoria patológica a parte ou sintomatologia presente nas grandes estruturas consagradas da psicanálise?

Para Delouya, a psicanálise nunca se comprometeu com uma nosografia definida (pg 16). Os quadros clínicos são apenas pontos de partida para compreensão das engrenagens do aparelho psíquico (ao menos em Freud. Não são entendidas como presenças concretas, organizadas e constatáveis de organizações psicopatológicas.

As categorias descritas por Freud se relacionam ao complexo de castração, recalcado o neurótico, recusada no perverso e rejeitada no psicótico. Configuram-se por estruturas de sentido (não um conjunto sintomático) -à recalque, recusa e rejeição são mecanismos e processos capitais da constituição psíquica do sujeito

A depressão foi associada aos casos limite (borderline) nos anos 50. Mais recentemente às neuroses atuais ao grupo das psicopatologias psicossomáticas, economia libidinal (energia sexual). Já a melancolia foi definida como uma neurose narcísica a partir de 1923.

Com o tempo houve um grande desgaste na arte semiológica do fazer clínico, uma vez que o diagnóstico e a estratégia de tratamento derivam de testes e exames feitos em laboratórios. Frutos de pesquisa biológica. (pg 17)

Na próxima parte, daremos continuidade a esse resumo, descrevendo o segundo capítulo “O eixo narcísico das depressões”

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Meus novos livros

Olá!

Gostaria de apresentar neste post meus dois novos livros de poesia. Após alguns anos de reclusão e confessa vergonha, decidi por publicá-los para assumir minha identidade de escritor e poder transmitir minha mensagem. Longe ainda de alcançar a forma ideal e o meu propósito literário, estes livros iniciais me trouxeram, ao menos, uma força de incentivo para alcançar objetivos maiores. São ensaios para o aperfeiçoamento constante da escrita.

Minha poética é, em termos gerais, intimista e tenciona colocar a subjetividade sob análise fazendo um exame minucioso de sentimentos e relações humanas.

Em “Esquizia Infame”, uma antologia com mais de 50 poemas, compilados em uma década, aborda-se a questão da loucura e da melancolia, cujo atravessamento me legou várias lições existenciais em meio ao caos da juventude. O eu lírico vai abordando matizes da sua incongruência e imaturidade até chegar o ponto de reconhecer a inevitável esperança que ressurge mesmo no medo, na indiferença e no ódio. Trata-se de uma obra escrita no interior do quarto. Um “quarto sem janelas” como se refere em um dos poemas. Por que ler? Há nele um empenho interessado em fazer voz aos conflitos inconscientes, uma necessidade de mostrar ao mundo o lado sombrio e apagado pelas circunstâncias de vida. Aos que passam por situações semelhantes, uma oportunidade de reflexão. Aos que se interessam por desbravar o vasto campo dos mistérios psicológicos, uma ferramenta privilegiada de acesso e descoberta. Ficou interessado? Você poderá comprá-lo em formato impresso ou digital através do link:

https://clubedeautores.com.br/livro/esquizia-infame-2

Em “Amorte”, coletânea de poemas, o tom é melancólico e desesperado como em Esquizia, porém o foco lírico é no tema do amor e suas desilusões. Aqui veremos a figura de mulheres idealizadas, aventuras, sexualidade, admiração, rompimentos abruptos, desentendimentos, ciúmes e inveja. O romantismo tão caro aos escritores do final do século XIX e início do século XX se reapresenta na forma do sentimentalismo, das exigências utópicas. Diferentemente deles, o poeta nesse livro se coloca como alguém forte que sofre mas não se deixa abalar; angustia porém não vê na morte uma solução, chega em alguns momentos a debochar das suas expectativas e das experiências reais. Por que ler? É um livro para compreender relações intimas, a violência que pode se tornar o anseio pelo outro, tornando o amor algo bestial, vontade de poder e controle ou obsessão doentia. Aos amantes, uma possível identificação. Aos desiludidos, um lugar de conforto literário. Ficou interessado? Você poderá comprá-lo em formato impresso ou digital pelo link:

https://clubedeautores.com.br/livro/amorte

Caso queira esclarecer alguma dúvida, fique a vontade para me pergunta! No mais, desejo uma boa leitura. Invista seu tempo em livros!

Guilherme Bernardes

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Quando…

Quando te sentires só, desamparado com mil e um problemas a resolver.
Quando já fizeste de tudo sem nenhum resultado alcançar.
Quando o desespero em tua porta bater e o desalento de ti se aproximar.
Quando tuas esperanças se findarem e a desolação te alcançar.
Quando vires o mundo ruir a teus pés e nada puderes fazer. Quando a fé de ti se afastar e a nada puderes recorrer.
Quando a desilusão e a decepção te abaterem. Quando a traição, a intriga, a inveja, da lealdade e da amizade te afastarem. Quando tua saúde uma peça te vier a pregar. Quando a fome, o desemprego, a violência perto de ti chegarem. Quando a roda da fortuna
ao contrário para ti girar. Quando te sentires só, abandonado e a depressão em ti se instalar. Quando a dor da perda de entes queridos chegar.
Quando nada mais restar a fazer.

Lembra-te: Existe uma força a teu favor! Ela está dentro de ti esperando por ti, aguardando um momento teu uma entrega, um gesto, de confiança. E podes crer: Ela jamais te abandonará,
pois ela é a vida em teu ser e trabalha constantemente ao teu lado! Abre teus olhos, tua mente, teu coração e entrega-te, e contigo, todo e qualquer problema, toda e qualquer aflição, e verás que não estás e nunca estiveste sozinho. Verás todos teus problemas chegarem ao fim!

Autor desconhecido

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7 maneiras de controlar a ansiedade

1 – Aceite que não pode controlar tudo que acontece. A vida em grande parte acontece nos acasos, no inconsciente, nas surpresas. Aprenda a ressignificar as experiências ruins e examine o que realmente pode controlar: pensamentos, hábitos e comportamentos destrutivos.


2 – Tudo que você foca se expande. A ansiedade dispara quando se foca naquilo que não se pode controlar e nem influenciar. Deve-se focar na pista e não no muro. Pratique esportes, a corrida de rua pode ser uma ótima estratégia.


3- Poupe os lugares de descanso onde só se recebe coisas boas. Tenha um lugar de alívio, prazer e proteção (ou mais de um, diversifique para não concentrar em apenas uma fonte e se por acaso perdê-la não cair no abismo do desamparo e desespero). Por exemplo, um quarto de jogos, a sala de filmes, a praia, o jardim de casa…


4 -Crie uma rotina de coisas que te fazem bem entre o trabalho e tarefas diárias


5 – Seja grato, agradecer traz aquilo que você quer que aconteça (não se trata de mágica, mas de um empenho consciente em enxergar seu presente, tudo o que tem.


6 – Faça as pazes com as consequências dos seus atos. Não minta, principalmente para si, tenha boas intenções, ganhe sabedoria.


7 – Desvie a atenção das preocupações agindo em seus projetos. Ocupe seus esforços na ação!

Espero ter ajudado com essas dicas rápidas!

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O homem criança

SÍNDROME DE PETER PAN » La Grandiosa - Cadena de Radio más grande de la  Mixteca

Peter Pan era o menino mágico que não queria crescer. Afinal de contas, por que crescer rodeado de homens violentos como Capitão Gancho e fadas bondosas e ilusórias como Sininho? Ou sendo constantemente lembrado que o tempo roubou de você o vigor, a ingenuidade e até o ânimo, tal como um crocodilo ou dragão do caos?

Por trás de todo homem imaturo (aquele que não aceitou a mortalidade e as responsabilidades sociais) existe uma criança que não se desenvolveu, provavelmente amarrado ao complexo materno ou tendo o pai como uma sombra excluída que persegue e enfraquece sua energia vital. Um homem que cresceu admirado pelos encantos da mãe e não aderiu as provocações de mulheres maduras, viver a sonhar fantasias, sofre com idealizações múltiplas e compulsões masturbatórias para evitar conflitos inconscientes. Essas compulsões vão desde a repetições de padrões de resposta a mulheres, ao próprio hábitos sexual, podendo ser verificado até na alimentação.

Como não conseguiu responder às provocações com sucesso, recorre às defesas primitivas de negação, apego e mutismo. Os sinais mais claros do homem criança são a incapacidade de trabalhar por muito tempo, falta de vontade (pois a mãe exerceu e provavelmente exerce um vampirismo constante, protegendo em demasia e impedindo as deventuras da realidade); vício em pornografia (fetichização, idealização da mulher como puro objeto de gozo não ambivalente; fácil frustração e baixa resistência.

Homens criança guardam mágoas e facilidades da infância as quais recorre em momentos de dificuldade. A história sempre se apresenta a ele como desculpa : ” isso aconteceu porque era assim”. Não raro vai falar da própria mãe.

A dificuldade em estabelecer relacionamentos amorosos duradouros também é uma fonte de sofrimento, pois estes adultos ou adolescentes tardios sempre irão buscar uma mulher poderosa, que tudo provê, que o “amamenta” de ilusões. É um trágico barramento para o ego e a busca da individuação. É como se a jornada do herói fosse quebrada antes mesmo dos primeiros desafios e o mestre que geralmente profetiza ou sustenta o desenvolvimento de habilidades, furtasse da tarefa a ele dada, sendo ausente ou indiferente.

Homens criança, com a exceção de casos psiquiátricos severos, por via de regra, nascem de relações familiares tóxicas não elaboradas. Mães super protetoras e pais fracos. Um feminino potente e um masculino esvaziado. Obviamente alguns conseguirão desviar desse caminho com conscientização das suas relações e apoios de outros núcleos sociais. A psicoterapia é de grande relevância no tocante a esse objeto. Outros, no entanto, optarão pelo conforto e a segurança materna complexada. Antes que o condenemos como vitimistas ou apáticos lembremos dos mecanismos sociais diversos que reforçam papeis disfuncionais e manutenção de padrões doentios no bojo familiar, complicando a tarefa da individuação e amadurecimento subjetivo.

Como transcender as amarras desses padrões comportamentais?

Tomar uma atitude frente a vida, reconhecendo suas fraquezas e não as utiliazando como desculpa para não agir.

Ressignificar suas relações familiares, se há o aprisionamento ou o trauma este precisa ser escutado, elaborado para desatar os nós do desenvolvimento

Colocar um ponto final em hábitos não saudáveis na medidaem que se toma consciência das motivações inconscientes das práticas masturbatórias.

Aceitar o trágico do destino: o fato da realidade não atender por inteiro nossas expectativas nos lançando ainda em verdadeiros perigos, não torna ela algo insuportável. O heroi que merece esse nome é provado até as últimas consequências e se fortalece na medida que aprende e experimenta os fracassos Não evite os fracassos.

Eliminar a quantidade infinita de possibilidades. Descubra logo o seu propósito com a ajuda de profissionais e pare de se afundar nesse mar de ideias sem profundidade. Um caminho só é o que precisa.

Enfrentar os medos é necessário. E há uma diferença entre amar uma mulher e adorá-la. No primeiro caso você admira e reconhece sua força. No segundo caso você a coloca num nível de superioridade inquebrável, restando apenas a abaixar a cabeça e viver em prol dessa mamãe fantasiada.

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A ilha do medo – resenha psicológica

Shutter Island é o tipo de filme que nos faz questionar a nossa própria sanidade. Diante do absurdo que são todas as experiências vividas pela personagem principal, ficamos paralisados e pensativos quanto a possibilidade de estarmos na mesma condição de profundo desamparo e enlouquecimento. Seria paranoia? Ou uma culpa perturbadora e insistente? As pessoas com as quais convivemos, os ambientes em que passamos e as circunstâncias as quais somos submetidos são todas arquitetadas como um grande experimento social ou proposta psicoterapêutica ao estilo psicodrama?

Arrepio só de pensar em tal possibilidade. O medo é o grande assunto explorado pelo filme de Scorsese baseado na obra de Dennis Lehane. Aqui temos a representação mista do suspense criminal dos romances noir e o suspense de thrillers e contos de horror. A iconoclastia, assim como a sonoplastia do filme, corroboram para uma atmosfera de tensão. A identidade se perde em meio às alucinações visuais, informações truncadas e negativas de esclarecimento. O detetive (que descobrimos ao final ser um paciente internado e criminoso) se enreda numa trama vívida de memórias da segunda guerra, conspirações governamentais, tragédias familiares e bizarrias coletivas. O clima é literalmente nublado, chuvoso e para piorar, isolado do mundo. A ilha é uma prisão com vários mistérios, costas íngremes e pedegrosas, fortificações proibidas e guardas severos.

Fantoches humanos se apresentam como coadjuvantes do palco de um homem violento confesso que se perdeu em mortes, mentiras, arrogância e ingênua curiosidade. Ao seu lado, temos um parceiro das investigações, que na verdade é o médico perscrutador que o acompanha não para endossar as conexões delirantes produzidas pelas falsas pistas mas avaliar de tempos em tempos sua condição psiquiátrica. É um médico escondido. O que dizer dos outros? Como conseguem aderir a papeis tão discretos e dar continuidade aos eventos que sucedem a queda de energia na ilha?

Como podem ser tão frios? Nada de diferente haveremos de esperar. A tempestuosidade e as incongruências não pertencem aos homens da razão, os estudiosos, os analistas da mente. Algo não conseguem entender, porém, um verdadeiro furo narrativo. Como é possível montar tamanha estrutura para o tratamento de uma única pessoa? Se a todo crime cabe um castigo, o detetive o provou com requintes de crueldade. A medida parece forte mesmo para sua história. Colocar fogo na família, nada mais é que aquecer um trauma angustiante para corações não psicopáticos. Se não houvesse um núcleo neurótico mínimo não conseguiria conter as emoções e elaborar mecanismos de defesa. O personagem mergulha em culpa. Tem ânsia de água pois não consegue se haver com a própria sombra.

Ele é perdoado no final. Todos pagam um preço pela sua estadia na ilha. Conforme um dos psiquiatras da ilha disse: ser um homem de violência é diferente de ser violento. Aprendemos comportamentos erráticos ao longo da vida que são produto de interações familiares, vivências emocionais primitivas. Não se trata de uma genética pela qual se apresenta um tratamento biológico medicamentoso.

O filme lançado em 2010, apesar de trazer uma estranha esperança quanto a abordagem de tratamentos psiquiátricos humanizados e não invasivos, parece corroborar pela tangente as mistificações da loucura. Ainda que sintamos a dor do isolamento, o desamparo da solidão, o desespero diante da mentira e do vazio; o medo diante do desconhecido, o destino será sempre o farol, onde não necessariamente passaremos por um processo de mudança forçada do comportamento por mecanismos cirúrgicos; mas onde seremos colocados sob análise, um exame da realidade, iluminados no mar, essa imagem poderosa do inconsciente.

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Os 7 melhores Livros para Aprender a Meditar

Que tal aprender um pouco mais sobre meditação dedicando um tempo à leitura e desenvolvimento pessoal? Na lista a seguir trago os melhores livros sobre o tema e uma breve resenha. Caso se interesse por algum, compre pelo link disponibilizado da loja parceira e ajude o blog Psicologia do imaginário a continuar trazendo informações relevantes do mundo da criatividade. Boa leitura!

1) Atenção Plena: Mindfulness

Esse livro apresenta um curso de oito semanas com exercícios e meditações diárias que vão ajudá-lo a se libertar das pressões cotidianas, a se tornar mais compassivo consigo mesmo e a lidar com as dificuldades de forma mais tranquila e ponderada. Você descobrirá que a sensação de calma, liberdade e contentamento que tanto procura está sempre à sua disposição – a apenas uma respiração de distância. INCLUI LINKS PARA ÁUDIO DE MEDITAÇÃO.

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2) Cérebro e meditação: Diálogos entre o budismo e a neurociência

Monge budista há mais de quarenta anos, Matthieu Ricard é considerado o homem mais feliz do mundo por cientistas que analisaram sua estrutura cerebral. Neste livro, ele se alia a Wolf Singer, um dos mais importantes neurocientistas da atualidade, para desbravar o funcionamento da mente. Em saborosos e interessantes diálogos – que ocorreram ao longo de oito anos – os dois confrontam suas visões para debater questões como: A meditação muda os circuitos cerebrais? Como as emoções se formam? Qual a natureza da consciência?  Existe livre-arbítrio? Instigante e inspirador, Cérebro e meditação enaltece a necessidade de troca entre a ciência moderna e os conhecimentos milenares para tornar possível, enfim, desvendar os mistérios do espírito humano e estabelecer uma verdadeira ciência da mente.

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3) As coisas que você só vê quando desacelera

Escrito pelo mestre zen-budista sul-coreano Haemin Sunim, As coisas que você só vê quando desacelera é um desses raros e tão necessários livros para quem deseja tranquilizar os pensamentos e cultivar a calma e a autocompaixão.

Ilustrado com extrema delicadeza, ele nos ajuda a entender nossos relacionamentos, nosso trabalho, nossas aspirações e nossa espiritualidade sob um novo prisma, revelando como a prática da atenção plena pode transformar nosso modo de ser e de lidar com tudo o que fazemos. Você vai descobrir que a forma como percebemos o mundo é um reflexo do que se passa em nossa mente. Quando nossa mente está alegre e compassiva, o mundo também está. Quando ela está repleta de pensamentos negativos, o mundo parece sombrio. E quando nossa mente descansa, o mundo faz o mesmo.

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4) Meditação é mais do que você pensa

Esqueça tudo o que ouviu até hoje sobre meditação e transforme sua vida a partir da simples realidade de uma prática diária e acessível para qualquer pessoa. Jon Kabat-Zinn é considerado “um dos melhores professores de mindfulness que você jamais encontrará” (Jack Kornfield). Ele tem ensinado os benefícios tangíveis da meditação por décadas. Hoje, milhões de pessoas em todo o mundo adotaram uma prática formal de meditação da atenção plena como parte de suas vidas cotidianas. Mas o que é meditação, afinal? E por que valeria a pena tentar? Ou nutrir ainda mais se você já tem prática? Este livro responderá essas e muitas outras perguntas. Será possível entender conceitos como: Foco, Atenção plena, Consciência e Vazio existencial

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5) Meditação para céticos ansiosos – 10% mais feliz na prática

Após sofrer um ataque de pânico ao vivo na TV, diante dos milhões de espectadores que assistiam a seu programa na rede ABC News, Dan Harris se tornou um ávido meditador – e, segundo sua esposa, uma pessoa muito menos irritante. Agora, depois do grande sucesso de seu livro de estreia – 10% mais feliz –, ele decidiu se juntar a Jeff Warren, um excepcional professor de meditação, para ensinar como driblar os obstáculos mais comuns na hora de estabelecer uma rotina consistente de prática.

 Com uma linguagem divertida e irreverente, Meditação para céticos ansiosos é um guia completo para iniciantes, derrubando os principais mitos e equívocos que cercam a meditação. Perfeito para aqueles que acham que meditar é só para quem coleciona cristais, usa roupas esquisitas e fala “namastê”. Além disso, traz uma série de práticas guiadas, feitas sob medida para você que gostaria de começar, mas acredita que nunca conseguiria sentar-se em silêncio por alguns minutos ou simplesmente acha que não tem tempo para isso.

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6) Meditação total: Práticas para conquistar uma vida mais plena e consciente

Nos últimos trinta anos, Deepak Chopra esteve na vanguarda da revolução da meditação no Ocidente. O livro Meditação total é o apogeu de seus ensinamentos ao longo dos anos, uma reinterpretação completa dos benefícios físicos, mentais, emocionais, psicológicos e espirituais que a prática meditativa pode trazer. Com este novo livro, Deepak Chopra ensina os leitores a despertar para novos níveis de consciência que, em última análise, vão proporcionar uma visão clara da vida, curar o sofrimento da mente e do corpo e ajudar a recuperar a própria autonomia e identidade. Deepak Chopra eleva a prática da meditação a uma busca por mudança de vida, uma consciência superior e uma existência mais completa. Ele também apresenta as mais novas pesquisas sobre meditação e seus benefícios, bem como um programa diário de meditações para ajudar a revolucionar todos os aspectos de nossas vidas. Os leitores passarão por um processo transformador, que resulta em um despertar do corpo, da mente e do espírito e em um estado de consciência aberta, livre, criativa e bem-aventurada 24 horas por dia.

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7) A caminhada da meditação: 21 dias de prática que podem mudar a sua vida

Em A caminhada da meditação, Tadashi Kadomoto, autor best-seller, trará 21 dias de práticas necessárias para que possamos sair da desordem e encontrar uma vida repleta de paz e leveza. É preciso praticar agora, começar hoje, e apenas assim entraremos em sintonia com quem nascemos verdadeiramente para ser. “Flexibilidade é atingir o seu objetivo de uma forma diferente da qual você havia traçado inicialmente.”

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A criatividade segundo Elizabeth Gilbert

P: O que é a criatividade?
R: É o relacionamento entre um ser humano e os mistérios da inspiração.


Coragem + encanto + permissão + autenticidade + persistência + confiança


“A criatividade pura é mais que uma necessidade; é uma dádiva. É a cobertura do bolo. Nossa criatividade é um bônus extravagante e inesperado do universo. É como se todos os deuses e anjos tivessem se reunido e dito: “Sabemos que não é fácil viver aí embaixo como um ser humano. Aqui, tomem alguns prazeres”.

Em outras palavras, não me desanima nem um pouco saber que o trabalho que venho fazendo durante toda a vida é — pode-se argumentar — inútil. Isso só me faz querer brincar.”


“Pare de tratar a criatividade como se fosse um casamento antigo, triste e cansado (algo maçante, uma aporrinhação) e comece a enxergá-la com os olhos de um amante apaixonado. Mesmo que só tenha quinze minutos por dia em uma escadaria sozinho com a criatividade, aproveite. Vá se esconder na escada e trocar amassos com sua arte!”


“Muitos de nós acreditam na perfeição, o que estraga todo o resto, pois o perfeito não é inimigo somente do que é bom, mas também do que é realista, possível e divertido”. Rebecca Solnit


“Faz agora o que a natureza requer”, escreve a si mesmo. “Começa, se deixam, e não olha em torno a ver se alguém o saberá. Não espera A República de Platão; satisfaz-se com um progresso ainda que mínimo; considera que não é pouca coisa o resultado desse progresso.” Marco Aurelio


A meus olhos, aquela era uma prova de que nunca devemos nos entregar, de que nem sempre não significa não e de que reviravoltas milagrosas do destino podem acontecer com aqueles que persistem.


“Se meus demônios me abandonarem, temo que meus anjos desapareçam também”. Rilke
A criatividade é sagrada e ao mesmo tempo não é. Aquilo que produzimos tem uma enorme importância e também não tem a menor importância. Labutamos sozinhos e somos acompanhados por espíritos.

Morremos de medo e somos corajosos. A arte é um trabalho devastador e também um maravilhoso privilégio. A divindade só nos leva a sério quando nos encontramos em nosso estado mais brincalhão. Abra espaço para que todos esses paradoxos sejam igualmente verdadeiros em sua alma e prometo que poderá fazer o que quiser.

Gilbert, Elizabeth. Grande Magia: Vida criativa sem medo [recurso eletrônico]; tradução Renata Telles. – 1. ed. – Rio de Janeiro: Objetiva, 2015. 148p.

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Aprenda a meditar

Já pensou em meditar mas nunca conseguiu? Quero te apresentar essa oportunidade de mudar e finalmente começar a desenvolver esse hábito trazendo inúmeros benefícios para sua vida.

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  2. Interações com outras pessoas em grupo de Telegram exclusivo
  3. 6 bônus de ebooks e músicas para baixar e meditar
  4. Acesso vitalício, para fazer quando puder. É totalmente online!
  5. Garantia incondicional de 7 dias !

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